Publicação / Somos Todos sem Saúde

Somos Todos sem Saúde


À indiferença dos governantes, gestores e das entidades e formadores de opinião. Cadê os artistas indignados? Cadê a população? Todos em geral que se arvoram de progressistas e se mobilizam contra o preconceito de gênero, contra a violência, pela liberação das drogas e outras causas secundarias, mas o fazem manipulada e fragmentariamente, não sendo capaz de defender as causas coletivas mais estruturantes para a sociedade, as lutas das quais nós necessitamos de fato para superar a barbárie quotidiana a qual nos acostumamos…

No último dia 13, meu tio foi hospitalizado no hospital Rocha Faria, em Campo Grande/RJ. Na dita classificação de risco, permaneceu na chamada sala amarela. Somente após 24h, foi constatado que ele não dispunha de prontuário médico. Após muita insistência da família, foi transferido para a sala vermelha, posto que seu estado de saúde exigia cuidados maiores. Afinal, ele tinha um aneurisma de aorta. Era gravíssimo, emergencial, situação crítica e de conhecimento da equipe plantonista. Neste intervalo de tempo, não identifiquei qualquer ação/avaliação criteriosa, prática, qualquer movimentação integrada para a remoção urgente. Aliás, nem mesmo o devido alimento foi providenciado. A médica responsável pelo plantão, absoluta em seus atos de indiferença e frieza, julgava fazer favores a quem a procurasse. Sua fala consistia tão somente na reclamação da falta de pagamento de salários. Foram horas preciosas aguardando tão somente a emissão de um laudo médico. Hoje, penso que na solenidade do juramento médico, ela possivelmente tenha cruzado os dedos ao falar do alto respeito pela vida humana, desde a concepção.

Não encontrei auxílio nos funcionários da enfermagem. Não encontrei amparo na assistente social. O diretor do hospital estava demissionário. Enfim, uma estrutura falida e falsa.

Busquei auxílio no judiciário, que antecipou a tutela em ação de obrigação de fazer, ou seja, remover o paciente para unidade que realizasse a cirurgia imprescindível. Sempre achei que ordem judicial se cumpria……claro que não para o Estado! Retornei ao judiciário, que majorou a multa diária por descumprimento……. Igualmente sem efeito……e o meu tio faleceu (05) cinco dias após tanta negligência, precariedade e sofrimento. Entendo que Deus escolhe o momento final desta existência. Também penso que é necessário reagir à tanto descaso criminoso, que ceifa vidas e alimenta desesperança na saúde pública. Como é possível assistir a esta degradação de valores e ações no sistema de saúde, sem gestão, fraudulento e corrupto. Não basta a indignação! É preciso atitude para termos um serviço social de qualidade! Um dia, você pode ser a próxima vítima.

Este relato é da Silvia Maria técnica de enfermagem estatutária do extinto Hospital Estadual Pedro II.

A falência do Estado é uma cruel realidade, o hospital público não te pertence mais, e o pior é saber que quem sofre um acidente de transito é levado primeiro para o hospital público, quem acha uma bala em seu caminho, também é levado primeiro para o hospital público. Quem se fere por causa de uma agressão na rua, também vai primeiro para o hospital público. E mesmo com tanta gente deixando de lado a saúde pública isso gerou filas, e mais filas, na saúde privada, ou seja “Somos Todos sem Saúde”

Escolha eleitoral maldita esta, que faliu o Rio, dilapidou suas finanças, acabou com a esperança, descumpriu o contrato com os aposentados, gerou fome, e ainda diz que está fazendo o melhor para o Rio……..

E aí, vai continuar a votar nos mesmos??????????

Reage Rio!!!!!!!!!!

Lua cheia, os lobos uivam, namoram, gritam felicidade. Rio em qualquer fase da lua o povo chora, sofre, e vive sem esperança…….

Texto após o relato, é de:

Carlos Senna Jr

MTB 32447/RJ

carlossennajrjornalista@gmail.com

Postado em 4 de setembro de 2017 as 10:09




Sr. Deputados, em 2018, lembrarei do seu voto durante a crise, para escolher o meu voto.

Uma oportuinidade única, assine para tirar do poder Pezão e Dornelles, é a hora do povo exprimir sua vontade. Chega de corrupção, chega de calamidades, chega de compreender, quem trabalha tem de receber seu salário. Assine
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