Publicação / E agora José?

E agora José?


O Ministério da Fazenda não está permitindo o Rio de participar do programa de recuperação fiscal do governo federal. O motivo é um modo divergente de limitações de gastos, para o Ministério isso deveria ter sido aprovado em Lei na ALERJ, só que semana passada este projeto foi arquivado, para o Estado isso está subtendido nas medidas aprovadas como a venda da CEDAE, e o aumento na contribuição previdenciária dos servidores.

O aumento previdenciário já foi barrado em 2 Estados pela justiça, tudo é uma questão matemática, ao aumentar de 11% para 14%, o governo aumenta a parte dele na contribuição de 22% para 28%, e isso na verdade é aumento de despesa, e não aumento de arrecadação. Para receber 3% a mais o governo vai ter de gastar 6%, com todo respeito ao meu avô português, uma origem a qual me orgulho muito, ora pois pois… Tenho certeza que em qualquer país do mundo, com toda a crise e com todo o apadrinhamento, ninguém vai achar isso um aumento de arrecadação, mas sim, um aumento de despesa.

Não quero me adentrar muito no fato, de que, com o acordo acertado, faltando as devidas aprovações, o Rio contratou mais de 750 pessoas para cargos comissionados, na verdade deveria diminuir 30% destes cargos. Aumentou o número de secretarias, em vez de diminuir, voltou a conceder isenção fiscal, porque conseguiu uma liminar na justiça (para a cidade de Piraí promover suas festas, a Oi e Claro por patrocinarem eventos esportivos), e recentemente com uma Lei, em vigor, que suspende as concessões de novas isenções por decreto, isentou por decreto 3 atacadistas.

Os preços continuam em alta, o imposto continua sendo cobrado, o povo paga ao comprar, mas a arrecadação continua diminuindo, e 20% da população, que trabalha para o Estado, não recebe em dia, e não consome mais nada, e boa parte dos servidores aposentados e pensionistas sem receber, estão passando fome. A fome deles não é nada perto da felicidade de se ter eventos esportivos, de ter no atacado produtos de beleza, e da alegria com a cidade natal do governador poder promover festas. O resultado é que de cada 3 desempregados no Brasil 2 moram no Estado do Rio. No Brasil o setor de serviços voltou a crescer, no Rio continua caindo. No acordo de recuperação fiscal o Rio se compromete em aumentar sua arrecadação em 10% ao ano. Que matemática é essa?????? Como esperar que o Ministério da Fazenda aprove um acordo com este cenário?????

Pezão prometeu que em caso de não conseguir o acordo de recuperação fiscal, ele renunciaria??????

Não acho que ele teria esta coragem, tá difícil largar o osso, mas ontem em uma reunião num órgão federal, um Sub secretário, que está no cargo desde o governo Cabral, se apresentou como um cidadão normal, e ao sair falando comigo, deixou em suas últimas palavras um forte tom de despedida!!!!!!

E agora Pezão, renunciar ou não renunciar, eis a questão????

Renúncia Pezão, para salvar as finanças do Rio de Janeiro!!!!!!

Renúncia Pezão para tirar o Rio de Janeiro do buraco!!!!!

Renúncia Pezão para trazer a alegria de volta para o Rio de Janeiro!!!!!

Renúncia Pezão, cumpra com sua palavra, tenha vergonha na cara!!!!!

Renúncia Pezão, só assim o Rio vai voltar a crescer!!!!!!

Renúncia Pezão só assim os aposentados vão voltar a se alimentar!!!!!

Renúncia Pezão, e aproveita e faça um acordo de leniência, entregando a quadrilha toda!!!!!!

O Rio de Janeiro no governo Pezão, é um barco fazendo água!!!!!!

E aí, vai continuar a votar nos mesmos?????

Obs.: E agora Jose? uma alusão ao poema de Carlos Drummond

Carlos Senna Jr

MTE 32447/RJ

carlossennajrjornalista@gmail.com

Postado em 15 de junho de 2017 as 20:06




Sr. Deputados, em 2018, lembrarei do seu voto durante a crise, para escolher o meu voto.

Uma oportuinidade única, assine para tirar do poder Pezão e Dornelles, é a hora do povo exprimir sua vontade. Chega de corrupção, chega de calamidades, chega de compreender, quem trabalha tem de receber seu salário. Assine
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