Publicação / Pezão quer o fim do MUSPE.

Pezão quer o fim do MUSPE.

O MUSPE foi algo que o governo do Rio não contava, apesar de perceber que esta união poderia acontecer por causa do sofrimento comum, o governo achava que haveria divisão por cada sindicato ter uma tendência política. Depois o governo vem conversando separadamente, com os sindicatos buscando dar uma migalha para um, outra para outro, mas mesmo assim o sofrimento generalizado, mantem o MUSPE a cada dia mais unido.

Uma mentira pode se tornar uma verdade se repetida sempre, e nas últimas votações contra os servidores, os políticos que apoiam o governo sempre declaram que estão votando a favor da recuperação do Rio. Mas a frieza dos números, comprovam que esta mentira não vai resistir por muito tempo. Nesta semana a AMBEV desistiu de construir no Rio uma nova fábrica (planta como eles dizem), para produzir latas e garrafas, para todas as suas empresas. Em meu último artigo aqui, mostrei alguns números de uma pesquisa da FIRJAN, onde as 199 fábricas que antes nada produziam aqui, e se instalaram no Rio, nos últimos 10 anos, estão querendo ir embora. Por mais que tenham, isenção fiscal, financiamento de sua nova planta, e até financiamento de capital de giro, todos têm a obrigação de vender 50% no Rio, e como aqui a crise é muito pior, já que além dos desempregados, 20% da população perdeu sua capacidade de consumo, a solução é nem vir, ou deixar o Rio de lado, e ir para outro Estado. A AMBEV segundo uma portaria de secretária de fazenda tem prazo indeterminado de isenção fiscal, a localização da nova planta seria perfeita para receber a matéria prima, e distribuir pelo Brasil, mas a falta de consumo, e a inercia em buscar alternativas para superar a crise, falou mais alto.

Apesar da isenção fiscal ficar com o empresário, este lucro maior não acontece quando se vende para outro estado, lá é cobrado o ICMS, portanto não existe este lucro maior, e este produto ainda ganha o custo do frete. E mesmo mantendo o Rio na sofrência, não mexendo nas isenções concedidas, esta falta de buscar alternativas para a crise leva o Rio a ser o único estado onde a economia não apresenta recuperação. Em todos os estados a indústria apresenta uma leve recuperação, o setor de serviços voltou a crescer, mas o Rio é só desolação.

Porque 20% da população deixou de consumir? São os servidores, e terceirizados que sem salário, não tem dinheiro nem para se alimentar. A falta que esta parcela da população faz no consumo, se reflete de forma devastadora na economia do Rio.

O Rio tem mais de 2700 empresas beneficiadas com isenção fiscal, não são só industrias, tem comércio e o setor de serviços, a concessão ficou meio bagunçada com a troca de doações de campanha pelas benesses fiscais, e nem 10% dos beneficiados vieram de outro Estado, o restante ganhou o direito de não pagar mais impostos. A geração de emprego foi menor, já que as novas plantas são robotizadas reduzindo em mais de 50% a capacidade de contratação industrial. E o grande tiro no pé foi punir os servidores, hoje domingo ao invés de ter supermercados cheios, todos estão bem vazios. O povo na verdade está passando fome.

E neste quadro triste tem uma boa notícia, na próxima semana os servidores, aposentados, pensionistas, inativos, devem receber seus atrasados. Assisti na semana passada um acordo para antecipação de receita entre o Dep. André Ceciliano (que substitui Jorge Picciani na presidência), PSOL, e PSDB, que deve ser votado na ALERJ na terça feira, e assim todos poderão receber. Por outro lado, nos dias 8 ou 9 de maio vai ser votado o aumento da contribuição previdenciária do Rio. Sem grandes reclamações populares, já que todos estarão felizes por poderem voltar a se alimentar. Primeiro, parabéns aos deputados pela iniciativa de se achar uma solução para diminuir o sofrimento dos servidores. Depois todos estão recebendo sem ser o empréstimo da provável venda da CEDAE, quer dizer se tivessem feito antes a AMBEV não cancelaria sua nova planta, outras industrias poderiam vir a se instalar no Rio. Agora mesmo pagando em dia o funcionalismo, com redução de salário, não vai melhorar o consumo, pois cada um terá menos dinheiro para gastar. O consumo vai se limitar aos itens de alimentação. E de cada 3 desempregados no Brasil, 2 continuarão a morar no Rio.

A única coisa que se expande no Rio são as construções de galpões logísticos na baixada, e por falta de licença ambiental estão trazendo operários de outro estado para trabalharem na construção, agora a isenção fiscal sob o argumento de gerar empregos todos têm. Vivemos em uma crise agravada pelo sonho de poder burlar a Lei e se contrair novos empréstimos, para enriquecimento de poucos, e sofrimento geral. Afinal a concessão de isenção fiscal é ilegal, e ninguém acaba com isso, e se um dia houver uma apuração, vai ser um escândalo tão grande quanto o da lava jato.

Porque no começo eu falei da união do MUSPE? Depois da votação do aumento da carga previdenciária dos servidores, o governo espera o fim o MUSPE, já que poderá contrair empréstimos à vontade, vão prometer o Guandu 2, e vender a população da baixada água de reuso, acabar com o transporte de trem de passageiros nos ramais de Saracuruna, Vila Inhomirim, Guapimirim, Belford Roxo, para usar no transporte de carga na E. F. 118 (a nova ferrovia Rio Vitória) e para chegar ao Porto do Rio, só que isso tudo não é pauta de servidor, e portanto vão continuar a abusar do poder concedido pelo povo na eleição, sem uma oposição direta do MUSPE.

É a volta do império da felicidade, e deles como senhores da verdade, só que ao criar este site meu objetivo é de se ter uma memória de todo este sofrimento, e ter um ponto em comum para manter servidores unidos, mesmo sem uma grande pauta de luta. O MUSPE continuará a lutar pelos direitos dos servidores, aqui sempre o quer for comum a todos servidores estará presente, e em meus sites a luta por um Brasil melhor continua, isso não é uma despedida, é só a explicação, e é bom que todos lembrem que tem muita lama para atravessarmos por causa da lava jato. Eu penso que só uma intervenção federal vai tirar o Rio do buraco, e que antes qualquer reforma, a tributária tem de ser prioridade. Não pode o Brasil arrecadar mais de 2 trilhões de impostos e por causa de isenções, e sonegações, não receber nem 1 trilhão. E desde pouco arrecadado de cada 5 reais somente 1 volta para o povo, a corrupção tem de ter um fim. E com Pezão, e este grupo político no poder, a luta do MUSPE continua, não acaba, e nem se torna partidária, e fica uma pergunta para todos:

E aí, vai continuar a votar nos mesmos???????

Carlos Senna Jr

MTE 32447/RJ

carlossennajr@yahoo.com.br

Postado em 24 de Abril de 2017 as 01:04




Sr. Deputados, em 2018, lembrarei do seu voto durante a crise, para escolher o meu voto.

Uma oportuinidade única, assine para tirar do poder Pezão e Dornelles, é a hora do povo exprimir sua vontade. Chega de corrupção, chega de calamidades, chega de compreender, quem trabalha tem de receber seu salário. Assine
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