Publicação / O direito a greve

O direito a greve

Não acreditei muito na greve da PM aqui no Rio, estava acompanhando de perto em 2012, e é muito difícil um movimento sem um comando conseguir ir em frente. Cada um faz o que quer, e a coisa não evolui, pode ser que a greve acabe acontecendo, no Espirito Santo começou somente com 10 mulheres, e como a insatisfação é grande, a coisa cresceu.

Antes do Espirito Santo virar notícia, em Pernambuco, PMs e Bombeiros fizeram uma passeata, no dia 03/02/2017, e houve um acordo, aumento de 25% a 40%, e todos saíram felizes.

No Espirito Santo, como aconteceu na Bahia e no Rio em 2012, a grande mídia dá o tom de gananciosos PMs, querendo explodir as finanças do Estado estão deixando os cidadãos nas mãos dos bandidos. O militar, um ser sem direitos, que tem de ser um escravo da população, que o sustenta através do pagamento de impostos.

Em 2012 a ideia era de não permitir que a população ficasse nas mãos dos bandidos. Boa parte dos PMs tem orgulho de sua farda, de seu trabalho, e só estava indo a greve, porque sua família sofre com a baixa renumeração. Militar como qualquer cidadão tem família, chora, ri, sofre, e tem grandes momentos como ser humano. E como todo ser humano, seu direito é igual ao de toda a população, e termina onde começa o direito do outro. Mas na nossa Lei ele não pode ter associações ou sindicatos, tem de servir sem questionar ordens superiores, e não pode fazer greve.

Se tivesse um sindicato a coisa poderia sempre ser bem resolvida, um representante do sindicato conversaria com o alto comando, sem acordo poderia ter um Juiz que faria as partes chegarem a um acordo. Se houvesse uma greve teria 30% na rua trabalhando, só que isso acontece na iniciativa privada, mas como acima do comando geral existe o político, e nem todo político gosta de negociar com o servidor público, o funcionalismo sofre em época de reajuste salarial.

A reação do governador do Espirito Santo, acusando de chantagem, pois não estava havendo consenso, lembra Cabral em 2012, mas no fim Cabral acabou dando um aumento. Lá parece que chegaram a um acordo.

Hoje no Rio o problema é bem diferente, o PM não está reivindicando aumento, até porque o aumento tinha sido concedido, só não ia ser pago, mas com a crise de segurança no Espirito Santo, e o medo do Rio ficar sem carnaval, a parcela do aumento está sendo anunciada para ser paga, junto com o pagamento de janeiro no dia 14 de fevereiro. Só que nada se fala sobre o pagamento, sem aumento, dos aposentados, pensionistas e inativos, da segurança pública.

As reivindicações estão na foto acima, falta pagamento de dias trabalhados, trabalhar e não receber, dá multa, e até pode dar cadeia para o patrão na iniciativa privada. Para o militar cuja obediência tem de ser cega, a família pode sofrer, a barriga pode roncar, que ele vá a pé para o trabalho, mas se reclamar, muitos do comando, e os políticos, gostariam de usar a chibata.

Mas o salário deles está sendo pago primeiro que os outros servidores, e tem um por fora para aqueles que estão trabalhando na segurança da ALERJ, ou na polícia privada que hoje patrulha alguns bairros sustentada por uma vaquinha de comerciantes, e moradores, e que ocupa as horas de folga de alguns membros da corporação. Então somente pelo 13º de 2016, e o extra da Olímpiada, e do salário que é pago quando o governo quer, eles não podem reclamar, ou fazer greve. Só porque não tiveram dinheiro para as festas de fim de ano, as famílias dos PMs, vão para as ruas protestar? É isso que o governador do Rio pensa.

Cabe ao povo entender que militar é gente, apoiar como acontece nos Países de 1º mundo todo ato de greve, sem que o Estado fique nas mãos do bandido, repudiar o uso excessivo da força militar contra aqueles que hoje são massacrados por discordar do governador pela falta de pagamento, e perda de seus direitos. Tem de fazer parte da modernização das relações trabalhistas. Hoje no Rio o cidadão paga seus impostos, mas estes impostos ficam nas mãos dos empresários, nesta trágica política de isenção fiscal. O povo faz a sua parte pagando impostos, mas este não retorna nos serviços essenciais do Rio.

Infelizmente não existe consenso na população, e vi muita gente torcendo pela greve para poder visitar determinadas lojas de madrugada, são pessoas que não respeitam seu semelhante, e na verdade deveriam participar mais para a troca dos maus políticos, pelos bons políticos.

Greve é um direito universal de todo trabalhador é a única forma de equilibrar a contrapartida de demissão que muitos patrões usam na mesa de negociação.

Não basta gritar para o servidor público que você paga o salário dele, aqui no Rio o cidadão paga o imposto, mas este fica com o empresário, sem pagar salário algum do funcionalismo. É preciso mudar seu voto, mudar este grupo de políticos, que estão deixando o Rio na calamidade financeira, para conseguir novos empréstimos. O Estado tem de viver de impostos, gerados pelo suor do trabalho de todos, e não de empréstimos, até porque no futuro, seu imposto, é que vai pagar estes empréstimos.

Se você concordar com a gente, vá aqui ao lado (se você estiver no site do MUSPE) e assine o manifesto em apoio ao pedido de impeachment do Pezão. Se você não estiver no site do MUSPE entre pelo link abaixo, e assine:

 

http://www.institutoamigosdaweb.org/fora.html

 

E depois faça uma visita ao site do MUSPE:

 

http://www.muspe.org

 

Carlos Senna Jr

MTE 32447/RJ

carlossennajr@yahoo.com.br

Postado em 4 de Março de 2017 as 16:03




Sr. Deputados, em 2018, lembrarei do seu voto durante a crise, para escolher o meu voto.

Uma oportuinidade única, assine para tirar do poder Pezão e Dornelles, é a hora do povo exprimir sua vontade. Chega de corrupção, chega de calamidades, chega de compreender, quem trabalha tem de receber seu salário. Assine
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