Publicação / Colpol Sindpol Nota de Apoio

Colpol Sindpol Nota de Apoio


O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro – SINDPOL/RJ e a Coligação dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro – COLPOL/RJ, vem à público manifestar seu apoio incondicional ao legítimo movimento dos Policiais Civis e Militares do Estado do Rio Grande do Norte, em defesa dos seus salários e de condições mínimas de trabalho para o exercício de suas funções essenciais à garantia da sociedade.

Os servidores da segurança pública Norte Rio-Grandense não receberam, até a presente data, os salários de novembro, dezembro e nem o 13° salário de 2017, consideradas verbas alimentares e direito fundamental de qualquer trabalhador brasileiro, o que os coloca em situação de hipossuficiência e estado de necessidade.

Muito mais que um simples movimento grevista, os Policiais Potiguares defendem a dignidade profissional e seus próprios direitos humanos, violados flagrantemente pelo Poder Executivo, que se nega a prover a necessidade mais básica do trabalhador, de sustentar a si e sua família, não honrando a contraprestação pecuniária por um serviço essencial prestado, rompendo uma relação jurídica contratual de trabalho, de forma unilateral, o que seria caso de denúncia em face do empregador, por analogia às leis trabalhistas.

Também repudiamos a lamentável e antidemocrática decisão da Justiça Federal do RN, determinando a prisão imediata dos Policiais Civis e Militares que estão tendo seus direitos mais elementares violados e sendo abandonados pelos poderes Executivo e Judiciário, que, na prática, resgataram o trabalho escravo no Brasil, abolido desde 1888, tendo em vista que obriga homens e mulheres livres a voltarem a trabalhar compulsoriamente, mesmo sem receber salários.

Os Policiais Cariocas e Fluminenses, solidários aos seus irmãos Potiguares, indignados com tamanha injustiça da Justiça brasileira e do abandono do Estado brasileiro em relação ao serviço público e a seus servidores, em especial aos da segurança pública, deixam algumas reflexões aos cidadãos contribuintes, que são os maiores prejudicados por tamanho descaso:

1) Os magistrados estão ou ficam sem salários e 13°?

2) Se ficassem sem salários, por meses seguidos, trabalhariam normalmente?

3) Quem dá executividade as medidas judiciais? Sem a Polícia, como fazer uma ordem judicial sair do papel e ter efetiva aplicabilidade?

4) Por que o Governo Federal investe milhões no deslocamento e manutenção de tropas federais para uma solução paliativa e temporária de emprego do Exército Brasileiro, em função atípica para o qual não foi treinada, se recusando a resolver o problema em definitivo, investindo diretamente no pagamento dos servidores estaduais, em socorro à população de um Estado federado em dificuldades?

5) A quem interessa criminalizar os Policiais que morrem defendendo o povo, em sacrifício próprio e de suas famílias?

6) Em que situação psicológica e de saúde mental querem obrigar milhares de servidores armados a trabalharem, se expondo ao risco de morte, sem dinheiro para suprir as necessidades básicas de subsistência, como alimentos e moradia, para esposas, maridos e filhos (as)?

Obs.: – Após a publicação desta nota a ASSERVISA se manifestou com apoio total a causa dos servidores da área de segurança do Rio Grande do Norte.

– Foto o valor do salário do desembargador que condenou os servidores da área de segurança do Rio Grande do Norte.

Rio de Janeiro, RJ, 04 de Janeiro de 2018.

Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro – SINDPOL / RJ

Coligação dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro – COLPOL / RJ

Postado em 5 de Janeiro de 2018 as 11:01




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